Mentiras sobre o aborto

O aborto é a grande bandeira do mal. O contínuo sacrifício de vidas inocentes é a paródia demoníaca da graça redentora do Calvário. A ampliação de tanta maldade foi fruto de décadas de intensa campanha intelectual, social e jurídica, destinada sobretudo a mudar o ponto de vista generalizado sobre o aborto: de crime para direito. Por causa disso, não só aumentaram o número de abortos, mas também reduziu-se a sensibilidade da maioria das pessoas para aquilo que sempre foi evidente: aborto é assassinato de inocentes.

Em 2008, quando estava designado como juiz substituto para a 3ª Vara Criminal da Comarca de Natal, RN, analisei um caso no qual o Ministério Público pedia autorização para realização de um aborto de um feto com anencefalia. Além de denominar o aborto com o eufemismo “interrupção de gravidez”, chegou-se a insinuar que o aborto, naquela situação, deveria ser defendido por ser compatível com o “atual estágio dos direitos humanos”.

Essa afirmação já era o resultado da reformulação intelectual feita no Ocidente em torno do aborto. A ausência de uma imediata e generalizada reação de repugnância diante da contradição em tomar a destruição de uma vida indefesa também como um direito fundamental é uma proeza hipnótica incrível. Não pretendo traçar o roteiro completo de como chegamos nesse ponto, mas considero essencial tentar responder às mentiras gerais que circundam a idéia. A análise de cada uma dessas mentiras será objeto dos próximos posts e, eventualmente, se Deus permitir, serão reunidos no futuro em um volume único para consulta.

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