O Cavalo de Tróia Europeu

Uma multidão de homens, mulheres e crianças fugindo da guerra na Síria comoveu o mundo ao tentar chegar à Europa e ali se refugiar. Cenas dramáticas de pessoas em botes, filas enormes nas estradas, gente tentando furar bloqueios policiais e uma cena de um menino afogado na costa turca acionaram o gatilho de compaixão dos europeus, culminando com um esforço dos líderes de vários países e até do próprio Papa para dar uma resposta ao problema.

A situação toda criada pela imprensa apela aos nossos sentimentos. Afinal, quem não se emocionaria vendo essas imagens? Arrisco, contudo, um outro ponto de vista.

O Islã está desde seu início numa campanha de expansão para submeter o mundo. Os desertos da Arábia estavam bem ali perto das fronteiras daquilo que se costumava chamar Cristandade quando, seguindo o exemplo de Maomé, os muçulmanos iniciaram sua jornada de guerras e violência. Uma religião nascida dessa forma encara o fenômeno do conflito armado com bem menos reservas que os cristãos, para quem a guerra pode até ser excepcionalmente justificada, mas jamais será Santa. Para os muçulmanos o uso da violência pode ser encarado como parte de uma atividade santa quando o objetivo é garantir a submissão do mundo.

Tanto isso é verdade que o Papa Bento XVI, em sua célebre Aula Magna na Universidade de Regensburg, em 2006, quando apresentava suas reflexões sobre a relação entre a Fé e a Razão, mencionou o Imperador bizantino Manuel II Paleologus, que em 1391 dizia “Mostre-me o que Maomé trouxe de novo e então você achará somente coisas más e inumanas, tal como sua ordem de espalhar pela espada a fé que ele professava”. O Santo Padre quis, naquela oportunidade, reforçar algo que no Cristianismo já era bastante conhecido: o uso de violência para espalhar a Fé é irracional e, portanto, incompatível com a natureza de Deus e de nossas almas. Já para os maometanos não é assim. A guerra é para o muçulmano, como deu a entender o imperador bizantino, um recurso de conversão aparentemente tão bom quanto qualquer outro.

Vemos isso claramente nas conquistas do islã no mundo cristão. Desde a tomada da Terra Santa, passando pela conquista do norte cristão da África e da Península Ibérica, até chegarmos à Queda de Constantinopla e ao Cerco de Viena. Os muçulmanos sempre travaram guerra aos cristãos. As Cruzadas, alardeadas por todo canto como marca do caráter bélico da Igreja, foram na verdade incursões militares de defesa, com objetivo de defender as rotas de peregrinação fechadas pelos turcos recentemente convertidos ao islamismo.

A violência parece ser a marca do islã, quer no Oriente Médio e quer na Europa. No Iraque e na Síria, o Estado Islâmico é responsável pelo assassinato cruel de milhares de cristãos; pela hedionda comercialização de mulheres e crianças como escravas sexuais; pela decapitação de prisioneiros; por arremessar homossexuais de prédios e pela invenção de toda sorte de execuções cruéis (com uso de fogo, afogamento, explosivos, lança-mísseis etc), usando em seguida tais imagens como instrumento de terrorismo e propaganda.

Em Rotherham, na Inglaterra, 1400 meninas foram violentadas por muçulmanos paquistaneses, sob a covarde omissão das próprias autoridades inglesas, que ficaram com medo de serem rotuladas de racistas. A Suécia é o segundo país do mundo com maior incidência de estupros e um alarmante crescimento da quantidade de estupros coletivos, nos quais os autores geralmente são imigrantes vindos de países muçulmanos. Alemanha e França contam com áreas em suas maiores cidades onde as autoridades e a população local não podem entrar sem correr o risco de sofrer violência.

Na atual crise, aproximadamente 70% dos refugiados são homens adultos, segundo informações da própria ONU e, ao lado disso, o Estado Islâmico afirmou, há mais de um ano atrás, que mandaria terroristas para a Europa no meio dos refugiados. Existe, portanto, a grande possibilidade de as ondas de refugiados acelerarem o processo de islamização da Europa, que já está em curso, e ainda permitir a infiltração de terroristas em seus países. Em ambas as situações, a irresponsabilidade com que alguns líderes trataram o tema pode custar muito caro.

Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “sede prudentes como as serpentes e sem malícia como os pombos”. Diante de tantos sinais, o episódio dos refugiados recomenda muita prudência, sob pena de a Europa perder sua identidade e sua liberdade. É obrigação da Europa ajudar? Talvez, dado que boa parte do problema foi acelerado pelas operações de intervenção militar ou de desestabilização no Iraque e na Síria, mas nem isso nem o apelo cristão de amar os inimigos deve nos cegar para o óbvio: trazer prováveis inimigos para dentro das fronteiras dos países europeus é tanto uma grande falta de caridade com o próprio povo quanto um largo passo para a própria destruição. É um Cavalo de Tróia.

***

– 14.05.2016 – Nota: Publicado originalmente na 13ª Edição da Revista O Coyote, em outubro de 2015. Os fatos posteriores confirmaram o receio contido no artigo. Na Festa de Ano Novo de 2016, em Colônia, Alemanha, mais de 1.200 mulheres foram sexualmente molestadas por mais de 2.000 “refugiados” muçulmanos. A quantidade de assassinatos, ataques sexuais e violência tem aumentado desde então.

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